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Lugares secretos

Está tudo lá, nos desacordos das mensagens cinzentas
 
Em letras estudadas, acobertando sentimentos desbotados
 
Assim somos nós, quem nós não somos mais
 
Melhor não, porque o sim tem sido tão vago e
 
Estamos sonados, dormentes e ausentes
 
Somente raspando o ácido do fundo, feito abstinentes
 
E as imagens e as falas se tornaram o deus
 
Quebrado em pedaços menores e guardados em lugares secretos
 
Brumas e nuvens, para salvar nossos pecados e
 
Eu, agora, em princípios, meios e fins em que não chego
 
Porque meus dedos morenos estão exaustos
 
Dos múltiplos touch angústia
 
Porque só restou a tela fria
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Publicado em Emoções

A Arte do Orgulho

“ Se o seu inconsciente pudesse falar conosco, nos diria: “Prefiro ter um espinho cravado no coração e habituar-me ao ardor de sua pontada a suportar o tormento da angústia. Prefiro me resignar a sofrer de uma vez por todas a ser torturado pela incerteza.”

Como se todo o seu ser, impregnado de tal amargura, se manifestasse em sua atitude reservada, um pudor, uma certa timidez quase física, que está mais perto do orgulho do que supomos, e sua irresistível tendência a essa solidão que ele encontra todos os dias quando senta diante do seu cavalete, as tintas espalhadas pela paleta. E por trás da amargura, detectamos, como nos melhores homens, um fundo de maldade, até mesmo de agressividade. Quando infelizes as criaturas não raro tornam-se acrimoniosas. Por trás da acrimônia, discernimos um pouco de egoísmo e, por trás do próprio egoísmo, alguma coisa mais azeda ainda, um certo pessimismo que vai se intensificando com a idade. Valloton sentiu muitas vezes sozinho e experimentou todos os modos da solidão. Solitário pelo caráter, por sua origem estrangeira; por sua probidade; pelo orgulho de seu rigor, pela inflexibilidade de seus princípios e opiniões; por sua arte, isto é, pelo que exigia de si mesmo.” 9 Lições Sobre Arte e Psicanálise – J.-D Nasio, Zahar.

 

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As Três Crianças

Era uma vez uma criança que só era feliz dormindo e sonhando que era feliz.

Muito, muito tempo passou até que certa vez, em um dos sonhos, a criança sentiu uma dor aguda e ao mesmo tempo profunda no coração. A dor signo-escorpiaoera tão envolvente, que ela demorou a perceber que se tratava da picada de um escorpião. Era tão intenso o veneno do escorpião, que a criança acreditou estar condenada, e condenada por algo muito terrível que sabia que tinha feito. A partir da picada do escorpião, fosse  em sonho, fosse acordada, a criança achava que sabia a causa de tudo, e que tudo o que acontecia era por sua causa: – Aconteceu algo terrível! – deve ter sido por minha causa; Houve grande júbilo, beleza e festa – por minha causa; a realidade do mundo é só tristeza, por minha causa. Sonhar e acordar quase perderam o limite entre si, para a criança, que sentia e causava dor.

Outros muitos tempos e tempos passaram enquanto a criança ia de cidade em cidade, conhecer médicos e tomar remédios que a curassem do mal que portava e que já estava se acostumando a carregar…

Um certo dia, quando a criança já estava acostumada com a sofisticação medicinal (e  com a incredulidade diante de tanta sofisticação sem nenhum resultado) e caminhava na borda do mato, a criança viu outra criança… Era uma criança estranha, diferente, quase feia, mas era criança e queria brincar. E a criança ferida no coração aceitou brincar um pouco, até porque era algo novo, diferente de tudo o que já havia visto, e que veio só por sua causa.

As crianças entraram na mata e brincaram até esquecer da hora. Quando teve sede, a criança ferida no coração aceitou beber um pouco da bebida que a criança estranha trazia. Algo muito assustador aconteceu: ao levantar seus olhos e respirar a criança ferida viu a verdadeira identidade da criança estranha. Era uma cobra ou uma criança? Era uma criança cobra-pajé.

A bebida que a criança cobra-pajé serviu à criança ferida, fez acender luzes na mata, com a mata verde iluminada, a criança ferida pôde ver um imenso escorpião com a pinça presa em seu coração. O mais curioso dessa revelação é que o escorpião era uma criança escorpião, e pedia para ser retirado dali, pois estava preso e na verdade não conseguia sair.

Quando finalmente a criança escorpião saiu da incômoda posição, as três crianças sentaram-se juntas para matar a sede, a criança sem ferida, a criança cobra-pajé e a criança escorpião. A criança escorpião contou a estória verdadeira, que fora enviado para acordar os mundos dos sonhos falsos, e que ao firmar a pinça no coração da criança e impor-lhe o seu veneno, com o seu ferrão de mortes que acordam de sonhos falsos, não conseguiu retirar a pinça e se soltar. E contou também que o único médico que podia tratar esse tipo de ferida era a criança cobra-pajé. A criança que já não era ferida ficou feliz, conhecendo a verdadeira felicidade que a mata verde  iluminada mostrava. A criança cobra-pajé revelou que era uma cobra jiboia e engoliu o mundo.

Contos de Curar – As Três Crianças – Márcia Cristina Nogueira.

Publicado em Biografia, História da Arte

Artemisia Gentileschi

Artemisia Gentileschi nasceu em Roma (1593) e faleceu em Nápoles (1652/1653). Filha do pintor Orazio Gentileschi, ficou órfã de mãe aos doze anos de idade e foi orientada pelo pai no sentido de dedicar-se à pintura. A vida de Artemisia está diretamente ligada à sua obra, embora a distância temporal dos fatos não contribua para que seja possível afirmar a veracidade de todas as informações. Em 1612, portanto quando a pintora contava com 19 anos, seu pai recorreu à justiça contra outro pintor, Agostino Tassi, a quem acusou de haver violado Artemisia. Agostino Tassi era instrutor de Artemisia e aproveitou a proximidade entre eles para violentá-la. Na tentativa de  impedir que o fato fosse revelado, prometeu casar-se com ela e graças à essa promessa continuou tendo acesso à sua alcova por alguns meses.

 
Autoretrato

 

            Uma vez tendo sido acusado, Agostino Tassi negou ter se envolvido com Artemisia e conseguiu testemunhos que denegriram a imagem da pintora, apresentando-a como amante de muitos homens. Durante o proocesso Artemisia foi intimidada e chegou a ser torturada por um instrumento que lhe apertava os dedos das mãos usualmente utilizado na época com aqueles que se considerava em perjúrio. Artemisia então disse não ser ilibada no momento da violência sexual e de ter tido outros amantes. Celestine Bohlen resume o fato e relata o que aconteceu ao acusado:

Aos 17 anos, ela foi estuprada no ateliê de seu pai, em Roma, onde os dois moravam, por um artista, Agostino Tassi, que era pupilo de Orazio e que, um ano mais tarde, viria a ser condenado – a sentença, seu banimento de Roma por cinco anos, nunca foi aplicada. (Jornal do Brasil – Caderno B – 22/02/2002)

            Depois disso, para “limpar sua honra”, Artemisia casou-se e foi morar em Florença. Considerada uma das melhores pintoras do Barroco italiano, pouco depois do julgamento pintou o quadro Judite e Holofernes (1611-1612). Este tema bíblico é comumente utilizado por pintores em várias épocas, mas chama a atenção a maneira como a pintora realizou sua obra. Essa passagem bíblica aparece no Antigo Testamento e narra a história de Judite, que se coloca à frente do perigo para enfrentar Holofernes, general das  tropas de Nabucodonosor, incumbido de atacar os reinos do Ocidente: “Então, ouvindo estas coisas os filhos de Israel, que habitavam na terra de Judá, tiveram muito medo da aproximação (de Holofernes). O susto e o pavor apoderou-se dos seus corações […]”. (Bíblia 1987: 495). Judite decapitou Holofernes com a ajuda de uma criada. Artemisia retrata uma Judite forte, decidida, no momento da decapitação, com crueza e violência, o sangue sendo realçado numa tela sem elementos decorativos envolta em um jogo de luzes que coloca o apreciador do quadro como se fosse o espectador da cena. A indagação é: por que pintar um quadro tão violento? Uma forma de extravasar todo o ressentimento pelo julgamento? Nunca será possível responder cabalmente a essas indagações, mas o certo é que, se não há como garantir a veracidade das informações sobre a vida de Artemisia, seu quadro permaneceu, e através de sua obra muito pode ser inferido. 

 
 

Vênus e Cupido

A arte para a pintora é fundamental, refugia-se nela e como que escolhe uma nova maneira de enfrentar uma sociedade que a colocou de vítima à culpada, de violentada à amante. Através de sua criatividade ela pôde expressar em seus quadros o drama vivido. E a pintura se constitui assim em um mecanismo de defesa, para quem teve sua vida exposta e sua reputação denegrida, uma espécie de vingança sublimada. Além de Judite, muitas outras mulheres foram retratadas por Artemisia Gentileschi ao longo de sua vida artística, dentre outras: Maria Madalena, Minerva, Cleópatra, Lucrécia e ela mesma, num auto-retrato. Apesar dos fatos que marcaram sua vida logo em sua juventude, Artemisia não se deixou abater pela mágoa e conseguiu sobreviver através de sua pintura, não incorporando o papel de vítima. Nas palavras de Michael Kimmelman:

 

Por cierto que ella nunca representó el papel de víctima. Cierta vez le escribió a un mecenas: “Encontrará el espíritu de César en esta alma de mujer”. Profundamente consciente de que era una mujer en un mundo masculino, al parecer se propuso, por sobre todo, no ser percibida como artista femenina; en su época las había, y muchas. Pero, igual que su padre y otros exitosos artistas varones, también respondió a las exigencias del mercado. (La Nacion 2002: 19).
 

            Artemisia não foi portanto, uma heroína, mas uma mulher que através de sua pintura se libertou de seus fantasmas, compondo telas que expressam muita força e determinação, distantes de uma arte edulcorada, que seria o esperado a partir de uma pintura produzida por mãos femininas. Torna-se admirável a coragem na eleição dos temas trabalhados, o que comprova a tentativa da artista em extrapolar o que lhe era imposto socialmente, numa demonstração de autonomia e liberdade, mesmo que uma liberdade à sua maneira, ou melhor dizendo, uma liberdade possível, dentro das circunstâncias que se apresentavam. Numa postura emancipada soube superar um fato tão marcante quanto o que viveu e transformá-lo em em impulso para sua vida e obra. Nas palavras de Michael Kimmelman: “Judit dando muerte a Holofernes y otros cuadros suyos poseen una carga visceral inolvidable”. (La Nacion 2002:19). 

            Apesar de sua pintura ter sido tão significativa na época, acabou à margem dos livros de história da arte, sendo resgatada aos poucos a partir do século XIX, pelos já citados recalcitrantes. Atualmente se conservam somente 34 obras de sua autoria.

Fonte: http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/artigo_rosana.htm

Publicado em História da Arte

Rococó

 

 

“A Pintura” e a “Escultura”, ambas obras do pintor Giovanni Antonio Pellegrini, são óleo sobre tela e podem ser apreciadas na Galeria da Academia em Veneza.

O nome rococó vem do francês rocaille (concha, cascalho), um dos elementos decorativos mais característicos desse estilo. 

O rococó é como se fosse o barroco um pouco exagerado. Há mais ênfase no dualismo e a técnica está ainda mais focada nos sentimentos. Na verdade essa diferença está mais marcada nas artes plásticas do que na literatura. 

 Os pintores tornam-se exímios na representação dos tecidos finos, sedas e brocados achalamotados, tafetás e veludos, vaporosidade das gases e musselinas e das carnações femininas.

Outra particularidade da época é a generalização da técnica do pastel. Os temas são frívolos, mundanos e galantes. Tudo vai falar quase que exclusivamente das graças da mulher. São cenas de boudoir ou de alcova, de salão ou de interiores luxuosos, festas e reuniões em parques e jardins, em suma, o cotidiano da aristocracia, ociosa e fútil, pastorais idílicas e sobretudo nus femininos.

O rococó foi um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o neoclassicismo. Visto por muitos como a variação “profana” do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitetura de palácios civis, por exemplo. Literalmente, o rococó é o barroco levado ao exagero.

A expressão “época das Luzes” é, talvez, a que mais frequentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789. No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó.

 

Principais artistas  e obras na pintura: Três pintores franceses são tidos comos os principais do estilo rococó: Antoine Watteau, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.

 
The Reader – Jean Honore Fragonard
 
The Swing – Jean Honore Fragonard
 
 
Características gerais do rococó:
Natureza decorativa e ornamental
Cores claras (suaves)
Tons pastéis e douramento
Estilo colorido e galante

Linhas curvas, delicadas e fluidas

Inspiração fantasista e mundana

Representação da vida profana da aristocracia

Representação de Alegorias

Leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade, exuberante, fragilidade e graça.

Principais Temas:

Costumes e atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais.

O espírito, os interesses e os hábito da aristocracia palaciana (sociedade feudal)

Cenas eróticas ou galantes da vida cortesã e da mitologia.

Estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.

 

O Rococó é também conhecido como o “estilo da luz” devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII.

Fontes:

http://2009anodafrancanobrasil.blogspot.com.br/

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Barroco

Barroco
O período conhecido como Barroco, ou Seiscentismo, é constituído pelas primeiras manifestações literárias genuinamente brasileiras ocorridas no Brasil Colônia, embora diretamente influenciadas pelo barroco europeu, isto é, vindo das Metrópoles. O termo denomina genericamente todas as manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da época.
 
Vaidade, sem data, de Domenico Piola
 
 
Contexto Histórico
Após o Concílio de Trento, realizado entre os anos de 1545 e 1563 e que teve como consequência uma grande reformulação do Catolicismo, em resposta à Reforma protestante, a disciplina e a autoridade da Igreja de Roma foram restauradas, estabelecendo-se a divisão da cristandade entre protestantes e católicos.
Nos Estados protestantes, onde as condições sociais foram mais favoráveis à liberdade de pensamento, o racionalismo e a curiosidade científica do Renascimento continuaram a se desenvolver. Já nos Estados católicos, sobretudo na Península Ibérica, desenvolveu-se o movimento chamado Contrarreforma, que procurou reprimir todas as tentativas de manifestações culturais ou religiosas contrárias às determinações da Igreja Católica. Nesse período, a Companhia de Jesus passa a dominar quase que inteiramente o ensino, exercendo papel importantíssimo na difusão do pensamento aprovado pelo Concílio de Trento.
O clima geral era de austeridade e repressão. O Tribunal da Inquisição, que se estabelecera em Portugal para julgar casos de heresia, ameaçava cada vez mais a liberdade de pensamento. O complexo contexto sociocultural fez com que o homem tentasse conciliar a glória e os valores humanos despertados pelo Renascimento com as ideias de submissão e pequenez perante Deus e a Igreja. Ao antropocentrismo renascentista (valorização do homem) opôs-se o teocentrismo (Deus como centro de tudo), inspirado nas tradições medievais.
Essa situação contraditória resultou em um movimento artístico que expressava também atitudes contraditórias do artista em face do mundo, da vida, dos sentimentos e de si mesmo; esse movimento recebeu o nome de Barroco. O homem se vê colocado entre o céu e a terra, consciente de sua grandeza mas atormentado pela ideia de pecado e, nesse dilema, busca a salvação de forma angustiada. Os sentimentos se exaltam, as paixões não são mais controladas pela razão, e o desejo de exprimir esses estados de alma vai se realizar por meio de antíteses, paradoxos e interrogações. Essa oscilação que leva o homem do céu ao inferno, que mostra sua dimensão carnal e espiritual, é uma das principais características da literatura barroca. Os escritores barrocos abusam do jogo de palavras (cultismo) e do jogo de ideias ou conceitos (conceptismo).
 
Temas frequentes na literatura barroca:
 
  • fugacidade da vida e instabilidade das coisas;
  • morte, expressão máxima da efemeridade das coisas;
  • concepção do tempo como agente da morte e da dissolução das coisas;
  • castigo, como decorrência do pecado;
  • arrependimento;
  • narração de cenas trágicas;
  • erotismo;
  • misticismo;
  • apelo à religião. 
 Fonte:
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O Homem de Grande Nostalgia

“O homem que tem a Grande Nostalgia não possui
nenhuma roda predileta do Tempo para rodar. No meio de
um mundo tensamente ocupado e terrivelmente apressado,
só ele não tem ocupação e nem pressa. Em meio à
humanidade tão decorosamente vestida e comportada,
quanto à palavra e às maneiras, ele se acha nu, gaguejante
e desajeitado. Não pode rir com os que riem, nem chorar
com os que choram. Os homens bebem e comem e sentem
prazer no comer e no beber; ele come sem gulodice e a
bebida se torna insípida em sua boca.
Outros se acasalam ou estão ansiosamente procurando
com quem se acasalem; ele anda sozinho, dorme sozinho e
sonha sozinho os seus sonhos. Os outros são ricos em
humor e sabedoria do mundo; só ele é estúpido e
ignorante. Os outros têm lugares confortáveis a que
chamam de lar. Os outros têm certos locais na terra aos
quais chamam sua terra natal e cuja glória cantam em alta
voz; só ele não tem nenhum pedaço de terra que possa
cantar ou chamar de terra natal. Isso porque tem os olhos
fitos na outra margem.
É um sonâmbulo o homem que tem a Grande Nostalgia,
no meio de um mundo aparentemente desperto.
É movido por um sonho que os outros a seu redor não
vêem nem sentem; por isso eles encolhem os ombros e
riem à socapa.” O Livro de Mirdad.

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O Trovão: Mente Perfeita

O Trovão: Mente Perfeita
(CG VI.2: 13,1-21,32)
Tradução copyright 2000 Anne McGuire; todos os direitos reservados. (http://www.stoa.org/diotima/anthology/thunder.shtml)
Eu fui enviado do Poder
E eu vim para aqueles que pensam em mim.
E fui encontrado entre os que me procuram (13,2-5).
Olhe para mim, você que pensa em mim;
E vocês, ouvintes, me ouçam!
Você que está esperando por mim, me leve para si mesmo.
E não me persiga da sua visão.
E não faça seu som me odiar, nem sua audição.
Não seja ignorante de mim em qualquer lugar ou a qualquer hora.
Fique de guarda!
Não seja ignorante de mim. (13,5-15).

Pois eu sou o primeiro e o último.
Eu sou o honrado e o desprezado
Eu sou a prostituta e a santa.
Eu sou a esposa e a virgem.
Eu sou a mãe e a filha.
Eu sou os membros da minha mãe.

Eu sou a estéril e a que tem muitos filhos.
Eu sou ela cujo casamento é múltiplo e eu não levei marido.
Eu sou a parteira e ela que não dá à luz.
Eu sou o consolo das minhas dores de parto.

Eu sou a noiva e o noivo.
É meu marido quem me gerou.
Eu sou a mãe do meu pai e a irmã do meu marido.
E ele é meu filho.
Eu sou o servo daquele que me preparou e eu sou o senhor da minha descendência.
Mas ele é o único que me pegou antes do tempo no dia do nascimento e ele é minha prole a tempo, e meu poder é dele.
Eu sou o cajado de seu poder em sua juventude e ele é a vara da minha velhice.
E o que quer que ele queira, acontece comigo.

Eu sou o silêncio incompreensível e o pensamento muito lembrado.
Eu sou a voz de muitos sons e o enunciado (logos) de muitas formas.
Eu sou a expressão do meu nome (13,15-14,15).

Por que, você que me odeia, você me ama
E odeie aqueles que me amam?
Você que me nega, me confessa
E você que me confessa, me nega.
Você que fala a verdade sobre mim, conta mentiras sobre mim
E você que contou mentiras sobre mim, fala a verdade sobre mim.
Você que me conhece, se torna ignorante de mim; e os que me ignoram vêm a conhecer-me (14,15-25).

Pois eu sou conhecimento e ignorância.
Eu sou vergonha e ousadia.
Estou sem vergonha, tenho vergonha.
Eu sou forte e sou medo.
Eu sou guerra e paz (14,26-32).

Dê ouvidos a mim (14,32-33) ..

Eu sou o desgraçado e o exaltado (14,33-34).

Dê atenção à minha pobreza e minha riqueza.
Não sejas orgulhoso comigo quando eu for descartado na terra,

E você me encontrará entre aqueles que estão por vir.

E não olhe para mim no monte de lixo e vá e me deixe descartado.

E você vai me encontrar nos reinos.

E não olhe para mim quando eu for descartado entre aqueles que estão em desgraça e nos lugares menos
E então ria de mim.
E não me derrube entre aqueles que são mortos em gravidade (14,34-15,14).

Mas quanto a mim, sou misericordioso e sou cruel (15,15-16).

Fique de guarda!
Não odeie a minha obediência
E não ame meu autocontrole em minha fraqueza.
Não me abandone
E não tenha medo do meu poder.

Por que você despreza meu medo?
E amaldiçoar meu orgulho? (15,16-24).

Eu sou ela que existe em todos os medos e ousadia em tremor.ilusão
Eu sou ela que é fraca, e estou bem no prazer do lugar.
Eu sou tolo e sou sábio (15,25-31).

Por que você me odiou em seus conselhos?

(É) porque eu ficarei em silêncio entre aqueles que estão em silêncio,
E eu devo aparecer e falar?

Por que então você me odiava, seus gregos?
Porque eu sou um não-grego entre os não-gregos? (15,31-16,3).

Pois eu sou a sabedoria dos gregos
E a gnose dos não-gregos.
Eu sou juízo para gregos e não-gregos.
Eu sou aquele cuja imagem é múltipla no Egito.
E aquele que não tem imagem entre os não-gregos.

Eu sou ela que tem sido odiada em todos os lugares e que tem sido amada em todos os lugares.

Eu sou ela que é chamada Vida e você chamou a morte.
Eu sou aquela que se chama Lei e você chamou a ausência de lei.

Eu sou aquele que você perseguiu e eu sou aquele que você restringiu.
Eu sou aquele que você espalhou e você me reuniu.
Antes de mim você tem vergonha e não tem vergonha comigo.

Eu sou ela quem não observa nenhum festival e eu sou ela cujos festivais são muitos.
Eu sou sem deus e sou aquela cujo Deus é múltiplo.

Eu sou aquele em quem você pensou e quem você desprezou.
Eu sou desaprendido, e é de mim que eles aprendem.

Eu sou ela quem você desprezou e em quem você pensa.
Eu sou aquele de quem você escondeu e a quem você é manifesto.
Mas sempre que você se esconder, eu mesmo serei manifesto.
Pois sempre que você é manifesto, eu mesmo [vou me esconder de você.

Aqueles que têm […]
[…]
[…] sem sentido

Me tire […] [underst] e sem dor,
e me recebam para si mesmos por compreensão e dor.
Recebam-me para si mesmos de lugares vergonhosos e contrição.
E aproveite-me daqueles que são bons mesmo em desgraça.
Por vergonha, receba-me em desgraça.
E sem vergonha e vergonha, culpe meus membros entre vocês.
E vem em frente para mim, você que me conhece e conhece meus membros.
Estabeleça os grandes entre as pequenas primeiras criaturas.

Apresente-se à infância e não despreze porque é pequena e pequena.
E não trazer de volta algumas grandezas em partes de pequenezes,
porque as pequenez são conhecidas das grandezas.

Por que você me amaldiçoa e me honra?
Você feriu e teve misericórdia.

Não me separe dos primeiros a quem você tem [nown.
E] não elenco ninguém [out
e não trazer ninguém de volta […]
… trouxe você de volta
e … não o (17,4-18,5).

[Eu …] o que é meu
[…] eu conheço os primeiros e os que depois deles me conhecem.
Mas eu sou a mente [perfeita] e o repouso da […]
Eu sou a gnose da minha busca e a descoberta daqueles que me procuram.
E o comando daqueles que me pedem.

E o poder dos poderes pela minha gnosis
dos anjos que foram enviados pelos meus logos,
E os deuses em suas temporadas pelo meu comando
E é comigo que os espíritos de todos os seres humanos existem,
e é dentro de mim que as mulheres existem.

Eu sou aquela que é honrada e louvada e desprezada.
Eu sou a paz e por minha causa a guerra veio a ser.
E eu sou um estrangeiro e um cidadão.
Eu sou substância e ela que não tem substância.
Aqueles que vêm da minha sinos são ignorantes de mim,
E aqueles que estão na minha substância me conhecem.

Aqueles que estão perto de mim têm sido ignorantes de mim
E aqueles que estão longe de mim me conhecem. (18,6-35).

No dia em que estou perto de você [você] está longe [de mim
E no dia em que eu estou longe de ti, estou perto de ti.
Eu estou [….] dentro.
[Eu ..] ….. das naturezas.
Eu sou [……] da criação de espíritos …. pedido das almas. (18,35-19,8). [Eu sou} contenção e desenfreada.
Eu sou união e dissolução.
Eu sou o permanente e eu sou o perdedor.
Eu sou descendente e eles vêm até mim.
Eu sou o julgamento e a absolvição.
Eu sou sem pecado e a raiz do pecado é de mim.
Eu sou o desejo na aparência e o autocontrole do coração existe dentro de mim.

Eu sou a audiência que é atingível para todos e a expressão ingrata.
Eu sou mudo não-falante e grande é a minha multidão de proferimentos (19,9-25).

Ouça-me com suavidade e aprenda de mim com dureza. (19,25-27).

Eu sou ela quem grita
E eu sou lançado sobre a face da terra.
Eu preparo o pão e minha mente dentro.
Eu sou a gnose do meu nome.
Eu sou ela quem grita e sou eu quem ouve.

Eu apareço um [d] … andar em […]
selo do meu […] [sinal] do
Eu sou a defesa.
Eu sou ela quem é a verdade [conduzida]. E violência […] (19,28-20,8).

Você me honra e […] você sussurra contra mim.
Você que é derrotado
julgá-los antes que julguem contra você.
Pois o juiz e a parcialidade existem dentro de você.
Se você é condenado por isso, quem vai absolvê-lo?
Ou se você for absolvido por ele, quem será capaz de contê-lo?

Pois o que está dentro de você é o que está fora de você.
E aquele que moldou você do lado de fora fez uma impressão disso dentro de você.
E o que você vê fora de você
você vê dentro de você.
É manifesto e é a sua vestimenta.

Ouça-me, ouvintes, e seja ensinado minhas declarações, você que me conhece! (20,9-28)

Eu sou a audiência que é aceitável em todos os assuntos;
Eu sou o enunciado que não pode ser contido.
Eu sou o nome da voz e a voz do nome.
Eu sou o sinal da escrita e a manifestação da diferença.

E eu …
[3 linhas faltando]
[…] luz e […]
[…] ouvintes […] você.

[…] o grande poder.
E não […] vai mudar o nome.
[…] quem me criou.
Mas falarei o seu nome (20,28-21,11).

Veja, então, suas declarações e todos os escritos que foram completados.
Dê atenção, então, ouvintes, e você também, anjos,
E aqueles que foram enviados
E vocês espíritos que surgiram dos mortos, (21,12-18).

Pois eu sou o único que existe
E eu não tenho ninguém que me julgue. (21,18-20).

Para muitos são as formas doces que existem em inúmeros pecados
E atos desenfreados e paixões infames e prazeres temporais,
Que são contidos até ficarem sóbrios
E corra para o seu lugar de descanso.
E eles vão me encontrar lá
E eles viverão e não morrerão novamente (21,20-32). 

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Água e flores

dsc09678 (1)A sabedoria antiga nos fala o tempo todo da Terra como grande curadora, que afaga seus filhos com remédios e encantos inimagináveis.

O Lírio representa a lealdade aos votos inconscientes que carregamos o nosso DNA. Aprendizado pelo amor, lc3adrioo cuidado por toda criatura indefesa ou mais frágil, através da compreensão de  que todo aquele que tem algo a mais, torna-se responsável pelos seus menores.

Lótus representa o que somos. A beleza da sabedoria da humildade, a fidelidade ao propósito, que compreendeu os nossos alicerces, a base do que somos, ela submerge das águas obscuras que a mantém em inebriante beleza.

flor-de-lc3b3tusA água é a memória da vida, das experiências, agradáveis e difíceis. É bom fazer a água rolar, trocar de lugar, não tendo o receio de contemplar a água parada e pantanosa, que reflete as duras batalhas travadas em prol do desenvolvimento. As águas novas , de autoaceitação, diluem as águas do passado, fazendo o rio interior jorrar em transparente abundância, em renovação, alegria e gratidão.

Publicado em Ágata, Cristais, Jóias Naturais

Cordão Ágata

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Confeccionado em Ágata e fibra vegetal cru levemente colorida com tinta crílica.

 

 

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A Ágata também é um tipo de quartzo, da família da Calcedônia. Sua característica de ser nódulo de rocha, originado de material solvido que preenche os espaços vazios das rochas, se acumulando de camada em camada, nos remete ao seu poder de concentração. Diferente do Quartzo Branco, que dispersa energia, a Ágata nos ajuda a proteger, concentrar, manter a integridade energética.

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Publicado em Água e Flor

Essa arte é uma flor

de sentimentos transmutados dos 4 lagos da emoção

embora pareça parecida, essa arte é sempre criação

casamento de sombras e luzes

parindo cores e sonhos

ocupando os espaços deixados pelos medos que se foram

quando eu doei amor

fé e esperanças renascidas de uma alma em redenção.

Publicado em Emoções, Madeira, PVC, Quatzo Rosa, Verniz

Bons Agouros

O quartzo rosa  é um tipo de cristal de quatzo.  O quartzo rosa é translúcido de rosa mais suave ou mais intenso e tem  propriedades energéticas que equilibram as emoções.Os cristais de quartzo são encontrados no mundo todo e podem assumir diferentes aparências, de acordo com as condições ambientais durante o período da sua cristalização.

Publicado em Ametista, Eucatex, PVC

Ametista

A ametista é um tipo de cristal de quatzo.  A ametista pode ter vários matizes de roxo e violeta, e também riscas escuras e clarinhas. Possui propriedades energéticas de proteção mental para os humanos.Os cristais de quartzo são encontrados no mundo todo e podem assumir diferentes aparências, de acordo com as condições ambientais durante o período da sua cristalização.

 

Publicado em Eucatex, Girassol, PVC

O Girassol

 

 

 

O Girassol é lindo, assim como o seu simbolismo.
Na forma como se revela ao mundo, o Girassol nos faz lembrar o quanto é importante para nós estarmos conectados com a Luz da Vida. Quando ele segue o Sol, nos dá indício da fidelidade ao divino que habita em nós. Sua imponência nos mostra que somos natureza e luz também e que a luz coroa a natureza de êxito.