Publicado em Emoções, Poesias, Sagrado Feminino

Cinza e Vermelho

Enquanto perdura essa teima, o querer

saio em viagens de novas paisagens, outras colheitas

uma estrela aqui, uma pérola alí, o mar aponta

e eu caminho sem pretensão, ciente do naufrágio à minha espreita

As vezes dias morenos, de Sol aquecidos

resvalam na ilusão da noite intensa e envolvente

pariram uma manhã seguinte, eu mentindo renascido

calada a verdade do coração dormente

Disseram que a sina do botão é se abrir

e no despir-se do mecânico frio, cinza, gelado igual neve

que a forma aveludada finalmente se abra e se revele

na mais perfeita rosa, em sua nobreza vermelha, com seu afago morno

leve, leve, leve

Márcia Cristina Nogueira

 

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Autor:

Buscadora, terapeuta floral, artista, bailarina e purpurina.

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